Sexta-feira, Maio 05, 2006

E era só um dia comum no sítio. O Jeca corria Balangando a Benga na Bunda da Bia. Us bacuri - pobrezinho dos bacuri - tomano safanão do seu Tenenço. A Junana corria, que corria pelada feito uma doida. Inquanto isso, bom, eu me encarregava que o Jeca corria balangando a benga na bunda da Bia. Os bacurizinho, pobre deles, toma safanão do Tenenço e a Junana... e pronto.

Domingo, Outubro 30, 2005

Festa Dos Bixo

era festa dus bixo du sitio. us morcego jaime i u bento qui organizaru. us dois namarava um mais o otro i morava juntu. us dois adorava festa. chamaru todos bixo do sitio. chamaru a capivara cicero chamaru o eucalipto ancião, qui era bixo mais num era bixo i num anadava intão a festa foi du lado dele. veio eu mesmo pangolin veiu minino surubim qui era didia peixeboi i dinoiti muluque pirocudo. veiu u gnu baltazar qui veiu di longe qui nem o pangolin. veiu u bixo mais véiu du sitio qui era u mico jonas (qui num era mais véiu qui u eucalipto ancião). veiu também as cabra du sitio qui era bixo qui num sabia fala. os morcego chamaru tambem os bixo qui morava nu mato i veiu jibóia, a cascavel, jararaca, o lagarto teiú, a ema, a seriema, a curicaca, o urubu comum, o urubu caçador, o urubu-rei, araras, tucanos, papagaios, gaviões, o tatu-peba, o tatu-galinha, o tatu-canastra, o tatu-de-rabo-mole, o tamanduá-bandeira e o tamanduá-mirim, o veado campeiro, o cateto, a anta, o cachorro-do-mato, o cachorro-vinagre, o lobo-guará, a jaritataca, o gato mourisco, a onça-parda e a onça-pintada. us bixo fostava era di brinca uns cus otro. eu já fui logu pegandu umas tatuzinha (di rabu mole) pra brinca mais eu. o mico jonas largo conversa cu eucalipto ancião i num paro mais. u meninu surubim arranjo uma cabra pra ele i us bixo começo o troca-troca. na putaria é ondi o seu cabrancu mais gosta de fica i la veiu ele. u seu cabruncu começoa vira bixo i entro na suruba. demoro, mais us bichu perceberu qui tinha homi na suruba i ficaru disconfiadu. quandu viro seu cabrunco em forma di homi, veiu patada, murdida, unhada, bicada, coice, picada i si seu cabrunco num fosse magico tinha é batido as bota. seu cabrunco foi imbora i us bixo voltaru pra suruba. a festa continua...

Quinta-feira, Outubro 13, 2005

Dr. Tenêncio

Segunda-feira, Outubro 03, 2005

S.C.V.F.C.

Tava os minino batendo o capotão, chega o jeca sacudo pra joga cos bacuri. Dividi os time assim: os fiote qué meu contra os que num é. tava tudo jugando cas piroca balangando passa dona teta vindu du riberão mais as ropa lavada. jeca miro dona teta e num gosto e já meteu a bordoada na mãe dos moleque. jeca e os moleque ficaro rindu e dona teta fico é fula da vida vendu as ropa tudo suja no chão. o tirambaço de jeca inda bateu e derrubo dona teta no barro. aí jeca foi é gosto de vê as saia de dona teta levantada tudo sujo de lama e foi já se disculpá com dona teta e foi entranu cum tudo e dona teta foi carmandu e os bacuri tudo tocanu bronha mirandu e quandu se acabo dona teta foi lava as ropa dinovo feliz ja embarigada de otro bacurizinho.

Terça-feira, Setembro 20, 2005

Contos da Rolaçássa



Nome comum: Rola-brava
Nome científico: Streptopelia turtur
Outras designações: Rola, rola-comum
Peso: 130 – 180 g
Comprimento: 26 – 28 cm
Envergadura: 47 – 53 cm
Fenologia: Nidificante

A rola-brava é um pequeno membro da família dos pombos e rolas (Columbidae), de pescoço fino, de forma semelhante a um pombo, embora mais leve e de cauda mais comprida.

A plumagem é azul-acinzentada no corpo e cabeça, e branca no peito e nas coberturas infra-caudais. De cada lado do pescoço possui riscas brancas e pretas (característica que a destingue da outra espécie de rola que pode ser observada no nosso país, rola-turca – Streptopelia decaocto). A cauda possui uma banda terminal branca. A pele à volta do olho e das patas é avermelhada. Apesar de não haver dimorfismo sexual, existem ligeiras diferenças entre sexos, entre indivíduos de diferentes idades e raças quer na plumagem quer no tamanho.

Terça-feira, Setembro 13, 2005

Cine Tenenço

Dá que os bacuri ia bimbá ni mim sem sabê do que era feita o sanduíche de goroba do meio das perna! Muleque qui entra ni mim tem que ter alvo e tiro certo, precisão, desempenho e procedimento. Dona Teta e Dona Porra cria as bacurizada pra vida, cria os penedo pras entrância e as lança pra atuá com a devida competença.

Então os bacuri, mais Jequinha Sacudo na flor da idade, dava de ir pra casa do Seu Tenêncio, lavradô mais abastado que morava mais Chiquim Cebola na Estança das Cabra Mole. Já na época corria as idéia de que o véio tarado tinha um tar de cinema em casa, e levava a gurizada pra gingar com os filme de foda forte que trazia da Capital.

Na porta era Seu Tenenço mais Chiquim. E Tenenço pipava o cachimbo e metia fumo na vela, alargando uns rolo grosso de poeira branca no ar, fedia que só. Chiquim gransnava e ruia: hihihi!! e os guri pulava no Seu Tenenço pra ver se o pica mole deixava eles entrá. Ara que o véio se doía e dava mei rolo de papé de bunda pra cada um e batia nas costa dos guri: Sem viadage, molecada! E a criançada empuxava as cajabrinha má-treinada vendo as morena braba pula nos hómi. Eram os loucos anos 70, era de ouro da pornografia brasileira.

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Ara que Jeca avortô pra casa do véi Tenenço mais Junana pra adescobri quem era o proprietário do suco do cacete que tava na tranca da safada. Porque se tinha um catálogo de porra na cidade, divia di sê casa do Seu Tenêncio. O véi ainda era vivo e ainda puxava fumo na pipeta, e Chiquim Cebola ainda emplastrava o cabelo grasnando. Jeca sorviu e sorviu, arrastando Junana Maluca pelos cabelo pela sala ondi as piquinha saculejava e foi oiando, cadera por cadera, as mancha das cajabra da vila intera que se divirtia por ali. Parô num empoçado gordo e amarelo pérdaporta, de sustância de mingau de mi forte, daqueles que a gente dá pros timbá quando nasce, e chero de água de lavadera fresca no quintá.

Jeca meteu a mão na poça e na tranca da Junana, e depois cherô. Cherô e cherô, cherô tanto que ficô até tonto de tanta cajabra junta no nariz do caboclo. Parô, oiô pro céu, oiô pro Seu Tenenço e pro cabelo emplastrado do Chiquim. A plastra do ridô era iguarzim a plastra do chão da sala, e iguarzim da tranca da Junana.

Ara que Chiquim passava porra no cabelo!

Sexta-feira, Setembro 09, 2005

Pequena encenação no/para o sitio. pt 4

Terceiro Ato
Cena Primeira
Em algum avião da Air France Lévi-Strauss aguarda orgulhoso sua chegada à França. Sentado sobre a poltrona de numero 47, dá sua ultima relida no material que acabara de escrever. Agora não tinha dúvidas: Era mesmo um gênio.
Ao seu lado está o bacurizinho Jonatha, que fora levado à França como souvenir. Atrás destes está um Árabe e uma mulher bem gorda, no entanto, bem civilizada, ao estilo alemão do sul. Outros passageiros se espalham pelo resto do avião bem contentes e alegres por ter deixado por completo aquela terra dégoûtant. Aproxima-se a aeromoça...
Aeromoça
Est-ce que vous voulez de quelque chose monsieur?
Lévi-Strauss
Oui, un whisky, s'il vous plaît...
Viu Jonatha... Aqui o pessoal fala até franceis...
Jonatha
I é memu... Eu quero é toma un banhão qu'essa candanga qu'fala xique... Eu posso tio Lêvi???
Lévi-Strauss
(dando um tapa da cabeça do bacurizinho)
O que que você tá pensando seu putinho??? Se acha que eu ia te trazer pra cá pra tu fica na putaria? Cê tá muito engando se pensa que vai fica s'ingalfinhando qu'as branquela.... Além do mais, eu vi ela primeiro...
Aeromoça
Voilá! Un "whisky on the rocks"
Lévi-Strauss
Merci, ah il y une problème dans la toillete, est-ce que vous pouvez faire quelque chose pour m'aider?
Aeromoça
Oui, alors, suivrez-moi...
Lévi-Strauss
Ihá eu to maluco! Viu seu trouxa... olha quem vai se dá bem... hahehahi!
Passam-se as horas. O avião sobrevoa algum lugar longinquo da África. Lá embaixo as pessoas se matam com facões porém lá em cima... Lévi-Strauss sai do banheiro com a aeromoça com um puta sorriso na cara e segue caminhando pelo corredor do avião. Qual não é sua surpresa quando, ao voltar pro seu lugar, vê o bacurizinho rodeado por 9 branquelas nuas brincando com o pangolin (não o bixo) do serelepe Jonatha.
Lévi-Strauss
PUTA MERDA! Vem já aqui seu pândego!
Enquanto o francês grita suas calças caem e fica visível o porque do pití, e da sua inveja doentia e aterradora. Todos olham para o antropológo e começam a rir. De fato, seu poussin era rídiculo se comparado a trosoba do pequeno Jonatha...
Enquanto todos se mijam de tanto rir, Lévi-Strauss se tranca, ruborizado, ridicularizado e moralmente ofendido, no banheiro. Ao menos uma coisa o consola: É muito mais inteligente que qualquer um daqueles onagros e um dia ainda chegará a ser catedrático da maior o universidade do mundo! "sim um dia serei e então mostrarei a todos eles..."
A putaria recomeça no avião da Air France
Vencedores Não Usam Drogas